sábado, 28 de dezembro de 2013

Pensamentos obtusos

Sinto-me obtusa,
tal como obtusos são os meus pensamentos.
Absorta, avanço sem pensar.
Caminho em pequenos passos,
para não cair nos laços
que me podem matar.
Mas o mais incrível
é que afinal já não sou nada disso.
Sou feliz.
Estou no paraíso das flores.
Será que enlouqueci de vez?
Lá vamos nós outra vez
por este miserável mundo,
onde o que é profundo
se perde no mar.
Ou será noutro lugar?

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Agradecimento

Boa tarde a todos, hoje quero agradecer o especial carinho pelo meu texto, tanto pela Editora Alphabetum como pelo autor Fernando Alagoa, que publicitaram a minha reacção ao livro "Os Senhores do Universo e o Milagre de Fátima". 

Nos links abaixo podem constatar o que digo.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Às escuras por uma noite.

Às escuras. Foi assim que passei o meu serão ontem à noite. Não via um palmo à frente do nariz. Andei às voltas à procura de uma vela, por mais pequena que fosse. Do telemóvel nem sombras, não me lembrava onde o tinha posto. Quanto ao computador, estava sem bateria. Por fim, depois de derrubar algumas coisas pelo caminho, encontrei um vela pequenina e uma caixa de fósforos. Quis acende-la mas só à terceira vez é que irrompeu uma pequena chama que serviu para me orientar. Sentei-me à espera que voltasse a luz. Pensei que era algo temporário, mas não. Foi uma falha de electricidade que demorou a recompor-se. Após um momento de espanto, peguei na pequena vela e procurei uma maior. Não tardaria que aquela apagasse. Encontrei por fim o que achei ser a vela ideal e pude ver melhor o aposento. «E agora?»- pensei. «E se eu visse um filme para descontrair? E se eu jogasse um jogo no computador? E se eu fosse até ao meu blogue escrever um bocadinho? E se fosse até ao facebook? E se eu...»Mil e uma coisa pensei mas nada disso pude fazer porque sem electricidade não seria possível. Até porque o computador nem tivera tempo de carregar o suficiente para que pudesse ser utilizado. Desiludida, estendi a mão para ligar o meu rádio. «Pelo menos se ouvisse música o tempo passava mais depressa.» Pensei, para me arrepender no minuto seguinte. Também o rádio estava ligado à corrente. «E se eu lesse um livro?» Reflecti por fim.« Mesmo com uma pequena vela sou capaz de ler qualquer coisa. É isso mesmo que vou fazer.» Primeiro certifiquei-me que a porta e a janela se encontravam bem vedadas. Sem a acção do meu aquecedor, o ambiente ficara mais frio. Agasalhei-me bem e escolhi o melhor livro possível para ler naquele ambiente fantasmagórico a meia-luz. Escolhi pois, o livro: "Os Senhores do Universo e o Milagre de Fátima", de Fernando Alagoa. Em boa hora o fiz porque foi como se o tempo voasse dentro de uma atmosfera indescritível. A história prendeu-me do princípio ao fim. Senti que caminhava lado a lado com as personagens. Findo o livro, apenas uma chamasinha minúscula fazia as honras da casa. Soprei-a para a apagar e embrulhei-me qual chouriço gigante dentro da minha cama. Adormeci. Quando acordei estava na Serra de Mira de Aire e Candeeiros. As grutas estavam agora mais perto. O Santuário de Fátima aparecia e desaparecia. E eu estava petrificada sem me conseguir mover. Não percebia porque estava eu alagada em suores frios. Tentei acender a luz, mas esta não cedeu. Irrompeu então o som de um cavalo ao longe. Lá vinha ele a galope. Tive a certeza que tinha de fugir. No entanto, estava paralisada. D. Afonso Henriques vinha lá a galope num cavalo qualquer. Devia vir à procura dos pergaminhos que lhe tinham roubado. Abordou-me com aspereza ao que respondi por entre lágrimas, que não tinha sido eu. Ele não acreditou em mim. Abanou-me com força para que eu falasse a verdade. Mas a verdade era essa. Eu só soube por causa do livro. «É isso!» - Exclamei entusiasmada. - «O livro de Fernando Alagoa, é a prova de que preciso. Ele está aqui.» Avancei às apalpadelas procurando o exemplar. Não o encontrei. De repente percebi tudo. Os Senhores do Universo tinham-no levado. «E agora?- Pensei. Nesse momento a luz voltou e eu acordei com um ar aparvalhado. Parecia uma menina pequena com pesadelos. Afinal estava tudo bem. Não estava ali nem o cavalo, nem o Rei de Portugal, nem sequer os Senhores do Universo. Não passara tudo de um sonho devido à  influência das minhas leituras. A culpa foi do escuro. Ler a meia-luz pode surtir este efeito. Misturas entre a realidade e a ficção. Mas valeu a pena. Disso não tenho quaisquer dúvidas.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Contagem decrescente

Agora que o Natal já passou, está na hora de começar a fazer exercício físico e uma dieta para que tudo vá ao lugar. E a contagem decrescente para o final do Ano já começou. A praticamente 5 dias e algumas horas entramos em 2014. Quem vai entrar com o pé direito? Eu vou, de certeza. Pelo menos assim o espero. ;) Queridos amigos e leitores da Rainha, desejo a todos, excelentes entradas para este novo ano!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Um Excelente Presente (de mim para mim)



Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje armei-me em Mãe Natal e fui em busca das prendas perdidas... Escolhi o Centro Comercial Strada Shopping (antigo Odivelas Parque) e fiz questão de entrar em quase todas as lojas. A azáfama das compras fez-se notar no Centro inteiro. As pessoas pareciam formigas de um lado para o outro carregadas com sacos, saquinhos e sacões. Não havia espaço para respirar, no entanto as caras alegres e sorridentes diziam tudo. O Natal, este tempo dedicado à família, desperta em nós sentimentos de bondade, de amor, de carinho uns pelos outros. Infelizmente o Natal não é praticado o ano inteiro. O que faz com que muitas pessoas o utilizem como fachada e consumismo. Ainda bem que essa percentagem é bem pequena em comparação com os valores da amizade e do amor.

Ainda relativamente às minhas compras, acabei por adquirir um livro interessantíssimo dedicado àquelas pessoas que gostam de escrever, assim como eu. O livro: " Escrita em Dia", da autora Margarida Fonseca Santos, é um livro de exercícios práticos que ajudam a melhorar a escrita daqueles que a mantêm como importante nas suas vidas. Este é sem dúvida o melhor presente de sempre de mim para mim.

domingo, 22 de dezembro de 2013

O efeito do Tejo em mim.

Junto ao Tejo,
na outra margem,
vejo Lisboa.
Junto ao cais
um barco navega
calmamente, no seu leito,
e eu que escrevo do lado de cá do rio
sinto deveras o efeito
que o mesmo cria em mim.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.