Traduza para o seu idioma

sábado, 16 de novembro de 2013

Reflexão sobre a escrita e agradecimento aos leitores.

Dedico a minha vida à escrita desde que me lembro. Mas nem tudo são rosas. A maior parte dos meus manuscritos estão fechados em gavetas. Durante anos a escrita foi um hobbie. Uma forma útil de fugir às responsabilidades da vida e uma forma de ser eu própria num mundo criado por mim. Através dela sentia-me segura. Sentia-me dona de alguma coisa. Sentia que conseguia fazer tudo o que quisesse. As palavras permitem-nos voar e sonhar quantas vezes quisermos. Sem limites! A minha vida sem a escrita, seria uma vida sem interesse, vazia. Quase suponho que não passaria sequer do anonimato. Estaria destinada a ser para sempre uma flor igual às outras. Floresceria quando tivesse que ser e morreria tal como as outras sem esperança e sem destino. Felizmente, a escrita salvou-me. A escrita renova a minha alma a cada dia que passa. Nem sempre a inspiração aparece, mas ela existe nos momentos que mais preciso. Sempre que preciso transmitir uma ideia, lá está a escrita outra vez. Hoje em dia, já não penso na escrita como um simples hobbie. Ela é muito mais do que isso. Desde que criei a Rainha que a escrita passou a ser parte de mim como profissão. Não interessa se estou a fazer algo diferente. Não interessa se trabalho aqui ou ali, se estudo isto ou aquilo. A escrita sou eu como um todo. A minha escrita sou eu, a minha personalidade, as minhas opiniões sobre os mais diversos assuntos, as minhas emoções, as minhas ideias, o meu choro, o meu sorriso,... toda a minha essencia está relacionada com aquilo que escrevo. Assim, não importa o que diz o meu currículo. Não importa o grau daquilo que já estudei. Não importa o pouco que sabem a meu respeito. Importa apenas que aquilo que sou está implicito em cada palavra, em cada frase, em cada texto, em cada poema e em cada livro, quer tenha sido publicado quer não. Além disso, é importante referir que a escrita só faz sentido que houver quem a leia. Por isso só tenho de agradecer a todos os leitores e amigos da Rainha pelo tempo dedicado a ler o que publico. Sem vocês, a Rainha não era o que é hoje. São vocês, queridos leitores, que dão vida a cada palavra que escrevo, por isso hoje gradeço as quase 50.000 visitas no meu blogue. Obrigada a todos!
 
Jovita Capitão.

Ler para aprender...e crescer.

Quando eu era pequenina
sonhava ser uma princesa.
Lia e escrevia sem parar
com a maior destreza!

Meu pai deu-me um livro
cheio de cores e desenhos
com histórias de outros tempos
de encantos tamanhos!

Eram contos, eram histórias.
Umas verdadeiras, outras não.
Eram verdadeiras memórias
que hoje preservo no coração!

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Frase do dia

Apesar dos ventos agrestes e das tempestades continuo a olhar em frente. Se hoje não foi dia de sorrir, então sorrirei amanhã...

Jovita Capitão.

Um dia ao contrário

Um dia acordei
e tinha o mundo ao contrário.
Parecia feitiço,
ou um conto do vigário.

Levantei-me e dei por mim
com a cabeça no lugar dos pés.
Vi tudo a andar à roda
e quase caía de vez.

Sentei-me para não cair
agarrada a um livro.
Pensei que desta forma
me livrava do feitiço.

No entanto, também o livro
tinha as letras ao contrário.
Ao que eu pensei então:
«O que vou fazer com isto?»

Fechei o livro, fechei os olhos.
fechei o coração e o sorriso.
Limitei-me a acreditar 
que estaria sem juízo.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Projecto Divulga Escritor



Queridos leitores e amigos da Rainha. Encontro-me a partir deste momento num projecto que se chama: "Divulga Escritor". Tal como o nome indica, serve o presente para divulgar Escritores de todo o mundo. Tenho o maior orgulho em fazer parte desta equipa!

Entretanto, tenho um desafio para si, caro leitor da Rainha. Convido-o a fazer parte deste projecto! Ajude-nos a divulgar o " Divulga Escritor" e torne-se nosso parceiro. Caso o leitor tenha um blogue ou um website, divulgue o " Divulga Escritor" que nós divulgaremos também o seu site.

Se simplesmente gostaria de divulgar e não sabe onde, faça essa mesma divulgação no facebook, partilhando ou fazendo like na página: https://www.facebook.com/DivulgaEscritor

Você escreve - Nós divulgamos!
Faça parte deste grande projecto!

Jovita Capitão
Divulga Escritor

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A contagem das ovelhas

Podia começar pelo número um
mas como sou do contra
coloquei de parte os mais fáceis
e comecei por outra ponta.

Dez mil ovelhas à sombra
a pastar num belo prado
encontraram uma tômbola
e levaram-na ao mercado.

Nove mil partiram pelo mundo
para conhecer outras vidas
mas num simples segundo
encontraram obstáculos
e mil sentiram-se vencidas.

E por ali ficaram.

As oito mil continuaram
a explorar coisas diferentes
nunca antes tinham visto
tantas terras, tantas gentes.

Com tanta coisa para ver,
pois mil cores tinham à volta,
cerca de mil quiseram aprender
a andar numa moderna mota.

Assim, a grande velocidade
partiram mundo fora
e na mais rápida metade
foram-se embora.

Das sete mil que ficaram
mais de metade tinha preguiça.
Não resistiram a uma paragem
à beira de uma ria veraniça.

E foi então que as restantes
ovelhas daquele prado
decidiram por instantes
que algo estava errado.

As pacatas duas mil ovelhas
fizeram então uma reunião,
onde discutiram as ideias
sobre quem ficava e quem não.

Mas o sono bafejou-as
e apenas uma ficou de pé.
Todas as outras adormeceram
mal começaram a ouvir a ré.

O que faz uma ovelha sozinha
quando estão mil a ressonar?
Sorri ao ver que afinal
não estava acordada, mas sim a sonhar!

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Lengalenga da matemática

Vejo números,
como nunca antes vi,
desde o zero
até ao famoso π.

Um, dois, três e quatro.
Não quero perder o anonimato.
Cinco, seis, sete e oito.
Um dos números corre afoito.
Nove, dez, onze e doze.
E se eu for ao restaurante pedir uma dose?
Treze, catorze, quinze e dezasseis.
Valha-me o dia de Reis!
Dezassete, dezoito e dezanove
Será que amanhã chove?
Vinte, e vinte e um.
Já não conto mais nenhum.

Falta-me apenas decifrar
o que está escrito ali,
naquela incógnita sozinha
abandonada pelo preconceito.

A ela, falta emigrar
e dizer ao mundo inteiro
que arranjou a vida de outro jeito.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Arquivo do blogue